A Inteligência Artificial Vai Acabar com Seu Emprego?
Quando a gente fala em inteligência artificial, é inevitável perceber o medo no olhar de muita gente. Medo de perder o emprego, de ser substituído por uma máquina, de ver sua profissão simplesmente desaparecer. E esse medo não é infundado. De acordo com o relatório Future of Jobs 2025, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, até 2030, cerca de 22% dos empregos atuais serão extintos — estamos falando de 92 milhões de vagas que deixarão de existir.
É um número alarmante. Mas sabe o que também impressiona? Que 170 milhões de novos postos de trabalho serão criados, justamente por causa das inovações trazidas pela tecnologia. Ou seja, não é que o mundo está acabando… ele está se transformando. E como toda transformação, ela cobra uma postura ativa de quem quer continuar fazendo parte.
Estou cursando o primeiro MBA em Inteligência Artificial do Brasil, e uma coisa eu aprendi logo de cara: IA não é só tecnologia — é revolução social, econômica e comportamental. A gente está no meio de uma ruptura tão profunda quanto foi a revolução industrial. E como lá atrás, quem não entender o movimento, quem não estudar, quem não se reinventar, vai ficar pra trás.
As profissões baseadas em tarefas repetitivas, burocráticas e com pouca necessidade de criatividade ou empatia, estão com os dias contados. Funções como atendentes de telemarketing, corretores de seguros e até tarefas administrativas e jurídicas — como contratos e análises financeiras — já estão sendo executadas por sistemas de IA. O próprio Goldman Sachs estima que 46% das tarefas administrativas e 44% das jurídicas serão automatizadas na próxima década.
Mas, por outro lado, as ocupações que envolvem sensibilidade humana, empatia, contato direto com pessoas, criatividade e pensamento crítico, essas continuarão vivíssimas. Assistentes sociais, educadores, artistas, profissionais da saúde, gestores com inteligência emocional… esses terão longa vida profissional.
E aqui entra um ponto fundamental: nunca foram e nunca serão tão valorizadas as chamadas soft skills — que são as habilidades comportamentais e emocionais, como empatia, resiliência, criatividade, colaboração, escuta ativa, inteligência emocional e capacidade de se adaptar. São justamente essas qualidades que as máquinas não conseguem reproduzir com autenticidade. Em um mundo cada vez mais automatizado, serão essas habilidades humanas que manterão as pessoas empregáveis, relevantes e essenciais dentro das organizações.
Por isso, quando me perguntam se a IA vai tirar empregos, minha resposta é: não, ela vai tirar funções ultrapassadas. Mas vai criar oportunidades para quem estiver pronto para o novo. O segredo está na educação. Estudar sobre IA, entender suas aplicações, seus limites, suas oportunidades. Isso vale para todos: jovens, adultos, empresários, trabalhadores de todas as áreas.
E veja que interessante: Bill Gates já disse que a semana de trabalho poderá ser de dois dias no futuro, graças à automação e à onipresença digital. Isso pode parecer utópico, mas é uma possibilidade real, se a gente souber usar a tecnologia a nosso favor. Não é sobre trabalhar menos por preguiça — é sobre ser mais eficiente, mais criativo e mais estratégico.
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O autor do artigo é Diego Francener, Diretor de Comunicação da Rádio Tropical FM de Quatro Pontes – PR. Tem formação internacional com Especialização em Coaching e Leadership pela Ohio University, nos EUA. É Jornalista com Especialização em Comunicação, Assessoria de Imprensa e Marketing. Especialista em Docência do Ensino Superior. É palestrante e consultor especialista em Desenvolvimento Pessoal. Tem experiência cultural em 12 países. Atualmente é acadêmico do 1° M.B.A em Inteligência Artificial do Brasil. Acumula bagagem com 21 anos de experiência na comunicação.
Equipe editorial do site Tropical Notícias, formada por jornalistas e redatores especializados em cobrir os principais acontecimentos da região.













