Desacelerar também é evoluir
Vivemos numa era em que o tempo se tornou um bem escasso. Trabalhamos, produzimos, respondemos mensagens, entregamos resultados — e quando sobra um respiro, muitas vezes usamos ele para… continuar produzindo. Como bem refletiu o Padre Ezequiel, durante o programa Despertai para o Amor na Rádio Tropical FM, há pausas que não são pausas. Se um redator, por exemplo, tenta “descansar” lendo mais textos, ele apenas muda o ritmo, mas não desliga a mente da mesma engrenagem. A pausa verdadeira exige um afastamento real do estímulo constante.
Mas afinal, o que dizem os estudos sobre isso?
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), pausas regulares durante a jornada de trabalho ajudam a reduzir os níveis de estresse, aumentam a produtividade e previnem o esgotamento mental. Já um levantamento da Harvard Business Review aponta que pequenas pausas de 5 a 15 minutos a cada 60 a 90 minutos de trabalho podem restaurar significativamente os níveis de energia e foco. Especialistas em neurociência também explicam que o cérebro opera em ciclos naturais chamados ultradianos, com duração entre 90 a 120 minutos — e após esse período, é natural haver uma queda no rendimento.
A ciência é clara: não fomos criados para a exaustão contínua.
Saber a hora de tirar o pé do acelerador é tão importante quanto saber a hora de acelerar.O próprio Cristo, em diversos momentos, se retirava para orar e estar só. Um gesto profundamente simbólico e necessário: até o Salvador fazia pausas. E nós?
Em uma vida corrida — onde além do trabalho há filhos, compromissos, estudos e mil demandas —, é urgente reconhecer que nós somos o nosso maior patrimônio. E esse patrimônio precisa ser cuidado com zelo, com carinho, com atenção. Não apenas com produtividade, mas com presença.
Parar cinco minutos para respirar fundo. Caminhar em silêncio. Rezar. Ouvir uma música. Tomar um café olhando para o céu e não para a tela. Pequenos gestos que, somados, restauram a alma.
É claro que o trabalho dignifica. Ele é essencial e nos realiza. Mas a pausa… a pausa nos humaniza.
Por isso, que nesta terça-feira — ou qualquer dia da sua semana — você possa ouvir esse chamado interior: o chamado da pausa. Que você se permita, sem culpa, cuidar de si. Que você encontre equilíbrio entre os pratos girando da vida. E que, ao cuidar de você, você honre também aquele que lhe deu o dom da vida.
Porque, no fim das contas, o mundo pode esperar. Mas sua saúde, sua alma e sua paz não podem.
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O autor do artigo é Diego Francener, Diretor de Comunicação da Rádio Tropical FM de Quatro Pontes – PR. Tem formação internacional com Especialização em Coaching e Leadership pela Ohio University, nos EUA. É Jornalista com Especialização em Comunicação, Assessoria de Imprensa e Marketing. Especialista em Docência do Ensino Superior. É palestrante e consultor especialista em Desenvolvimento Pessoal. Tem experiência cultural em 12 países. Atualmente é acadêmico do 1° M.B.A em Inteligência Artificial do Brasil. Acumula bagagem com 21 anos de experiência na comunicação.
Equipe editorial do site Tropical Notícias, formada por jornalistas e redatores especializados em cobrir os principais acontecimentos da região.













