Até quando você vai alimentar o vício que te enfraquece?
Muitos de nós carregamos hábitos destrutivos durante anos, quase como se fossem parte da nossa identidade. O vício na bebida, no cigarro, em jogos, drogas ou até em algo aparentemente “inofensivo”, como a fofoca, são exemplos de comportamentos que corroem silenciosamente nosso tempo, energia e propósito. Mas a pergunta que ecoa é: por que, mesmo sabendo dos danos, não conseguimos simplesmente nos desapegar deles?
Autores como Charles Duhigg, em O Poder do Hábito, mostram que o cérebro cria ciclos de recompensa: gatilho, rotina e recompensa. Um hábito nocivo, por mais tóxico que seja, oferece uma recompensa imediata — alívio, prazer, distração. Já a mudança exige esforço, disciplina e, muitas vezes, lidar com a dor de encarar nossas próprias fragilidades. É mais confortável permanecer no ciclo conhecido do que se aventurar na incerteza da transformação. Freud já dizia que temos uma tendência ao “retorno do mesmo”, repetindo padrões que nos dão sensação de controle, mesmo que esse controle seja ilusório.
O primeiro passo, então, é a consciência: identificar o estado atual com clareza brutal, sem máscaras, sem desculpas. A partir daí, entra o que o coaching ensina: projetar um estado desejado, criar uma visão de quem você quer se tornar. Mas visão sem ação é só sonho. Por isso, é fundamental elaborar um plano diário, com pequenas metas que possam ser alcançadas — trocar um cigarro por uma caminhada curta, substituir a bebida por um momento de leitura, limitar o tempo de tela por atividades que nutram a mente. São pequenas vitórias que, somadas, reprogramam o cérebro e pavimentam um caminho novo.
O desapego de um vício não é um ato único, mas uma construção. Requer disciplina, paciência e, acima de tudo, coragem para enfrentar o vazio que ele deixa. Viktor Frankl, em Em busca de sentido, lembrava que o ser humano é capaz de suportar qualquer “como” quando encontra um “porquê”. Talvez a chave esteja aí: dar sentido à luta, entender que cada meta vencida não é só abandonar algo ruim, mas conquistar algo melhor — uma vida mais plena, saudável e com propósito.
Equipe editorial do site Tropical Notícias, formada por jornalistas e redatores especializados em cobrir os principais acontecimentos da região.
Jornalista com especialização em Comunicação e Marketing, possui formação internacional em Coaching e Leadership pela Ohio University (EUA) e especialização em Docência do Ensino Superior. Atualmente cursa MBA em Inteligência Artificial. Palestrante e consultor em Desenvolvimento Pessoal com 21 anos de experiência em comunicação e vivência cultural em 12 países.















