Lideranças dos caminhoneiros rejeitam paralisação convocada para esta quinta-feira
As principais entidades que representam caminhoneiros autônomos afirmaram que não irão aderir à paralisação marcada para esta quinta-feira (4). Segundo a Folha de S. Paulo, os líderes classificam o movimento como político e desconectado das demandas reais do transporte de cargas.
A convocação, que circula em grupos de WhatsApp e redes sociais, mistura reivindicações da categoria com pautas de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo pedidos de anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Wallace Landim, o Chorão, presidente da Abrava, afirmou que a entidade não apoia o protesto. Ele diz que há pautas importantes no setor, como o cumprimento da tabela de frete, mas que o movimento atual está sendo puxado por motivações políticas: “Eu não posso usar a categoria para isso”, declarou.
O presidente da ANTB, José Roberto Stringasci, também considera que “o momento agora não é de paralisação”. A CNTTL, por sua vez, reforçou que não há orientação oficial para greve, atribuindo o movimento a grupos isolados. A Fetrabens alertou para a falta de legitimidade da convocação.
A mobilização tem sido incentivada por pessoas fora da liderança sindical tradicional, como o desembargador reformado Sebastião Coelho e o influenciador “Chicão Caminhoneiro”.
Mesmo com a intensa circulação de mensagens na internet, a expectativa é de baixa adesão, segundo avaliação do governo e do setor produtivo.

Fonte: Folha de São Paulo
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