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OpiniãoQuatro Pontes

A Última Curva de Senna e as Lições que Nunca Morreram (31 anos sem Ayrton)

O 1º de maio carrega um peso simbólico profundo para o Brasil. É o Dia do Trabalhador, uma data marcada por lutas, conquistas e homenagens aos que constroem a nação com o suor do dia a dia. Mas desde 1994, essa data também carrega uma dor que o tempo ainda não conseguiu apagar: foi nesse dia que perdemos Ayrton Senna, o maior ídolo do esporte brasileiro.

Senna era mais que um piloto de Fórmula 1. Ele era um símbolo de superação, excelência, fé e paixão. Dentro de um carro, ele corria como quem buscava mais do que vitórias. Buscava o limite. A perfeição. O impossível. Fora dele, era um homem introspectivo, generoso e preocupado com o próximo.

Ayrton acreditava que talento sem dedicação não era nada. Ele treinava como poucos, estudava cada curva, cada detalhe. Não aceitava fazer o “mais ou menos”. Em um país acostumado com o “dar um jeitinho”, Senna mostrava que o caminho verdadeiro era pela disciplina, pelo esforço, pelo compromisso com a excelência.

Mas ele também era companheiro. Tinha compaixão, chorava pelas tragédias da pista, como fez um dia antes da própria morte, com a perda do austríaco Roland Ratzenberger. Sua grandeza não estava só nas ultrapassagens arrojadas na chuva ou nas poles quase impossíveis, mas também na sua humanidade.

Ayrton Senna deixou um legado silencioso, mas poderoso. Ele ensinou que é possível, sim, vencer, mesmo vindo de um país desigual. Que é possível representar uma nação com orgulho. Que podemos buscar ser os melhores no que fazemos, com ética, com fé e com coragem.

Ele nos ensinou que cada curva da vida exige foco, equilíbrio e coragem. E que, mesmo em meio a riscos e incertezas, é preciso acelerar com o coração.

Neste 1º de maio, lembramos o homem que se tornou mito. Mas mais que isso, lembramos o brasileiro que acreditou em seu sonho — e nos ensinou a acreditar nos nossos.

Que o espírito de Ayrton Senna continue nos inspirando a ser mais justos, mais fortes, mais comprometidos com o que vale a pena. Não apenas na pista, mas em cada jornada da vida.

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O autor do artigo é Diego Francener, Diretor de Comunicação da Rádio Tropical FM de Quatro Pontes – PR. Tem formação internacional com Especialização em Coaching e Leadership pela Ohio University, nos EUA. É Jornalista com Especialização em Comunicação, Assessoria de Imprensa e Marketing. Especialista em Docência do Ensino Superior. É palestrante e consultor especialista em Desenvolvimento Pessoal. Tem experiência cultural em 12 países. Atualmente é acadêmico do 1° M.B.A em Inteligência Artificial do Brasil. Acumula bagagem com 21 anos de experiência na comunicação.

Redação em Tropical Notícias |  + posts

Equipe editorial do site Tropical Notícias, formada por jornalistas e redatores especializados em cobrir os principais acontecimentos da região.