De mensagens a resort: as conexões entre Dias Toffoli, Vorcaro e o Banco Master
O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF) em meio a questionamentos sobre a condução do caso. Nas últimas semanas, o magistrado virou alvo de críticas por suposto envolvimento com os investigados.
Entre os pontos que ligam o ministro ao Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro, estão mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro, viagem em jatinho com advogado do banco e sociedade em um resort que tinha ligações com o ponto.
Tais conexões aumentaram a desconfiança sobre sua condução do caso no STF. Embora o magistrado negue existir motivos que poderiam atrapalhar a condução do caso, acompanhem as conexões que ligam Toffoli à instituição financeira.
Relatoria e sigilo
Toffoli assumiu a relatoria do Banco Master no STF em 28 de novembro, após sorteio interno. Relatoria é a responsabilidade de um ministro por um processo: ele analisa o caso, prepara o voto e o apresenta para julgamento na Corte.
A condução do magistrado sobre o caso virou alvo de questionamento depois que Toffoli impôs sigilo total à investigação e determinou que as decisões de todos os processos relacionados ao banco no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) ou instâncias inferiores fossem remetidas à Suprema Corte, o que não seria usual.
Viagem em jatinho
As decisões de Toffoli em relação ao caso também foram questionadas depois que veio a público uma viagem que o ministro fez para a capital peruana dias antes de impor sigilo à investigação. O magistrado viajou para Lima, no Peru, para assistir a final da Libertadores.
No avião, um jatinho particular, ele estava acompanhado do advogado Augusto Arruda Botelho — defensor de Luiz Antônio Bull, ex-diretor do Banco Master.
Acareação
Em dezembro de 2025, cerca de um mês depois de ser sorteado como relator do caso Master, Toffoli determinou uma acareação entre a instituição financeira, o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Central (BC). A medida, alegou o magistrado, tinha intenção de obter informações sobre a tentativa frustrada do BRB de comprar o Master, operação que foi barrada pelo Banco Central.
A decisão sobre a acareação também jogou questionamentos sobre a relatoria de Toffoli. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, chegou a pedir que a acareação fosse suspensa, alegando que só deveria acontecer depois de os investigados deporem formalmente no processo.
Fonte: Metropoles
Equipe editorial do site Tropical Notícias, formada por jornalistas e redatores especializados em cobrir os principais acontecimentos da região.















