Domingo de Ramos: da euforia à traição — um espelho do comportamento humano
O Domingo de Ramos celebrado neste dia 13 de abril, marca o início da Semana Santa para os cristãos, e também, a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, montado em um jumentinho, aclamado por uma multidão que estendia ramos e clamava: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!”. A cena é de festa, esperança e reverência.
Mas poucos dias depois, a mesma multidão grita: “Crucifica-o!”.
Essa mudança repentina de comportamento não é apenas um capítulo do evangelho — é um espelho brutal da fragilidade humana. Revela como as emoções são voláteis, como a fé pode ser superficial, e como a ausência de convicção transforma seguidores em traidores quando a narrativa deixa de agradar.
A fé da conveniência
Quantos de nós celebram a fé apenas nos dias bons?
Quantos proclamam “Hosana” no domingo e se calam diante da injustiça na segunda-feira?
O comportamento da multidão naquele tempo se repete ainda hoje, nas redes sociais, nas amizades, na vida em comunidade e até na nossa relação com Deus.
A fé de muitos é baseada em conveniência, não em convicção. É fácil aplaudir enquanto Jesus parece o herói da nossa história. Mas e quando ele confronta nossa vaidade, orgulho ou ambição? Ainda o seguimos?
A ilusão do aplauso
Jesus entrou em Jerusalém aclamado — mas sabia o que viria. Ele não se iludiu com os aplausos.
E essa talvez seja uma das lições mais poderosas do Domingo de Ramos: nem toda aclamação é lealdade. Nem todo aplauso é amor verdadeiro.
Quantas vezes buscamos aprovação dos outros, likes, reconhecimento público… quando, na verdade, deveríamos buscar coerência, verdade interior, constância?
O desafio de manter a fé… mesmo quando não é popular
Domingo de Ramos nos provoca a refletir:
Você seguiria Jesus mesmo se isso te custasse algo?
Mesmo se te excluíssem? Mesmo se te criticassem? Mesmo que Ele não atenda exatamente o que você quer?
Jesus entrou na cidade com humildade, mas com coragem. Sabia que seria rejeitado. Mesmo assim, não mudou seu propósito.
E nós, quantas vezes abrimos mão do nosso propósito só para agradar os outros?
Princípios que ainda ecoam
O Domingo de Ramos não é apenas sobre uma entrada simbólica.
É sobre a firmeza diante da oscilação alheia.
É sobre ser fiel ao que é certo, mesmo quando os ventos populares mudam de direção.
Jesus nos ensina princípios eternos:
- humildade acima do status,
- verdade acima da conveniência,
- propósito acima da aceitação.
O pior e o melhor de nós
O Domingo de Ramos revela o melhor e o pior do ser humano em questão de dias.
Revela como é fácil se empolgar… e como é difícil permanecer.
Como é comum seguir a fé quando tudo está bem… e como é raro manter-se firme quando tudo parece dar errado.
Mas também nos convida:
a amadurecer, a ter fé com raízes, a não viver de emoções, mas de propósito.
A dizer “Hosana” não só com a boca, mas com a vida.
A seguir Jesus — com ou sem ramos, com ou sem aplausos.
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O autor do artigo é Diego Francener, Diretor de Comunicação da Rádio Tropical FM de Quatro Pontes – PR. Tem formação internacional com Especialização em Coaching e Leadership pela Ohio University, nos EUA. É Jornalista com Especialização em Comunicação, Assessoria de Imprensa e Marketing. Especialista em Docência do Ensino Superior. É palestrante e consultor especialista em Desenvolvimento Pessoal. Tem experiência cultural em 12 países. Atualmente é acadêmico do 1° M.B.A em Inteligência Artificial do Brasil. Acumula bagagem com 21 anos de experiência na comunicação.
Equipe editorial do site Tropical Notícias, formada por jornalistas e redatores especializados em cobrir os principais acontecimentos da região.













