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OpiniãoQuatro Pontes

Evolução em Foco: “Por que Brigamos? A Resposta Está na Forma Como Falamos”

Hoje vamos conversar sobre a Comunicação Não Violenta, conceito difundido pelo psicólogo Marshall Rosenberg, um dos maiores estudiosos do comportamento humano. Ele dizia que, quando aprendemos a nos comunicar com empatia, nós “desarmamos o coração” e abrimos espaço para relações mais leves, maduras e verdadeiras.

Comunicação Não Violenta não é “falar mansinho”, nem “ser bonzinho”. É falar com clareza, mas sem ferir. É conseguir expressar o que sentimos sem transformar a conversa numa disputa de quem tem razão. E isso vale para casais, pais e filhos, colegas de trabalho e até para aquelas conversas difíceis que a gente tenta evitar.

No dia a dia, a violência na comunicação aparece de um jeito quase invisível.
Um casal que discute e, em vez de dizer “me senti sozinho ontem”, solta um “você nunca está comigo”.
Um pai que quer orientar o filho, mas ao invés de explicar, dispara um “você não aprende mesmo!”.
Ou aquela conversa de família onde alguém fala com ironia, só para se defender, e gera ainda mais distância.

A CNV propõe quatro passos simples: observar sem julgar, expressar sentimentos, dizer o que precisamos e fazer um pedido claro.
Parece pouco, mas muda tudo.

Imagine uma mãe dizendo ao filho adolescente:
“Quando você chega tarde e não avisa, eu fico preocupada. Eu preciso de segurança. Você pode me mandar uma mensagem quando atrasar?”
É totalmente diferente de: “Você só me dá trabalho!”.

Ou num relacionamento:
“Quando você passa muito tempo no celular durante o jantar, eu me sinto desvalorizado. Eu preciso de presença. Podemos combinar de deixar o celular de lado enquanto a gente come?”
Perceba: não tem ataque, não tem humilhação, não tem culpa. Tem verdade.

A Comunicação Não Violenta é um convite para baixar as armas e subir a consciência.
É escolher a conexão, não a acusação.
É entender que por trás de todo grito existe um pedido de amor que não soube ser dito.

Quando aprendemos a falar com mais empatia, nós criamos lares mais leves, relacionamentos mais fortes e vínculos mais saudáveis.
E, acima de tudo, descobrimos que respeitar o outro é, antes de tudo, respeitar aquilo que sentimos.

Que hoje a gente possa olhar para dentro, respirar fundo e escolher palavras que construam, não palavras que machuquem. Porque, no fim das contas, é pela forma como nos comunicamos que mostramos quem realmente somos.

Redação em Tropical Notícias |  + posts

Equipe editorial do site Tropical Notícias, formada por jornalistas e redatores especializados em cobrir os principais acontecimentos da região.