Evolução em Foco: Quando a falta de posicionamento vira sofrimento
Hoje, no nosso Evolução em Foco, eu quero provocar você sobre um tema que parece simples, mas que muda completamente a nossa vida: a assertividade na comunicação.
Muita gente passa anos engolindo sapos, dizendo “tá tudo bem” quando, na verdade, não está. Isso é o que a psicologia chama de comunicação passiva. A pessoa sente, pensa, se incomoda, mas não consegue colocar pra fora de forma clara. Tem medo de conflito, medo de ser rejeitada, medo de “ficar chata”. E o resultado é pesado: mágoa acumulada, sensação de injustiça, baixa autoestima e, muitas vezes, explosões lá na frente, quando o copo transborda.
Um exemplo simples: a pessoa recebe tarefas demais no trabalho, está no limite, mas nunca diz “não”. Só responde: “Pode deixar, eu faço”. Por dentro, ela se corrói. Não dorme bem, se sente explorada, começa a acreditar que ninguém liga pra ela. Mas, na prática, ela mesma não se coloca. Não é culpa, é padrão. E padrão a gente pode mudar.
Do outro lado, tem a comunicação agressiva. É quando a pessoa até se posiciona, mas passa por cima dos outros como um trator. Fala alto, interrompe, humilha, ironiza, usa palavras duras. Em vez de dialogar, ataca. Às vezes, até tem razão no conteúdo, mas perde totalmente na forma. O medo da rejeição vira ataque preventivo: “Antes que me machuquem, eu machuco”. E isso afasta, quebra relacionamentos, cria clima pesado em casa, no trabalho, em qualquer lugar.
Entre esses dois extremos, está a comunicação assertiva. A assertividade é a capacidade de dizer o que você pensa e sente com clareza, firmeza e respeito. Não é ser bonzinho demais, nem ser grosso; é ser verdadeiro. É conseguir dizer “não posso”, “não concordo”, “isso me incomoda”, sem gritar, sem humilhar, sem se diminuir.
Um exemplo de comunicação assertiva: em vez de ficar calado ou explodir, você diz assim:
“Olha, eu entendo que isso é importante, mas no momento eu não consigo assumir mais essa tarefa sem prejudicar o que já estou fazendo. Podemos rever prioridades?”
Percebe? Você se coloca, se respeita e, ao mesmo tempo, respeita o outro.
Muita gente sofre em silêncio por falta de assertividade. Entra em relacionamentos onde tudo é decidido pelo outro, aceita piadas que machucam, aceita condições injustas no trabalho, vive dizendo “depois eu falo”, e esse “depois” nunca chega. Cada vez que você se cala sobre algo importante, passa uma mensagem para si mesmo: “O que eu sinto não é tão relevante assim”. E isso vai corroendo a identidade.
Ser assertivo é um ato de autocuidado. É entender que a sua voz tem valor. Que você pode discordar sem ser inimigo, pode dizer “não” sem ser egoísta, pode expressar dor sem ser dramático.
Talvez a grande pergunta pra hoje seja: em qual desses três estilos você mais se enxerga — passivo, agressivo ou assertivo? E, principalmente: que conversas você vem adiando por medo de se posicionar?
Talvez a sua evolução de hoje não seja ler mais um livro, assistir mais um vídeo ou ouvir mais um conselho. Talvez seja dar um passo corajoso: ter aquela conversa difícil, com calma, respeito e verdade. Porque, no fim das contas, a vida trata melhor quem aprende a dizer, com serenidade: “Isso eu aceito. Isso eu não aceito mais.”
Equipe editorial do site Tropical Notícias, formada por jornalistas e redatores especializados em cobrir os principais acontecimentos da região.
Jornalista com especialização em Comunicação e Marketing, possui formação internacional em Coaching e Leadership pela Ohio University (EUA) e especialização em Docência do Ensino Superior. Atualmente cursa MBA em Inteligência Artificial. Palestrante e consultor em Desenvolvimento Pessoal com 21 anos de experiência em comunicação e vivência cultural em 12 países.















