Governo do Paraná lança segunda fase do Programa Bons Olhos Paraná; Quatro Pontes está entre os municípios atendidos
O governador em exercício Darci Piana lançou nesta quarta-feira (25), no Palácio Iguaçu, a segunda fase do Programa Bons Olhos Paraná, voltado à realização de consultas oftalmológicas e entrega de óculos para crianças e adolescentes da rede pública. Coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), serão investidos R$ 64 milhões para atender cerca de 540 mil alunos em 275 municípios.
Para alcançar a meta de 540 mil atendimentos, serão contemplados alunos dos ensinos Fundamental e Médio, além dos matriculados nas Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs) e coirmãs na faixa etária abrangida pelo programa, dos 6 aos 17 anos. Esse trabalho tem como base as matrículas atualizadas na base de dados da Secretaria de Estado da Educação (Seed).
“Crianças de 6 a 17 anos que vão fazer os exames e receberem os óculos gratuitamente, com qualidade. Isso garante oportunidade às crianças que muitas vezes nem sabem que têm problema de visão, e às famílias, que porventura não tenham dinheiro para levar o filho ao oftalmologista e adquirir o óculos”, destacou Piana.
O programa também contribuirá para aumentar os níveis de ensino, uma vez que a identificação precoce de problemas de visão melhora a aprendizagem dos estudantes. “Todos os equipamentos são modernos, de qualidade e o trabalho é feito por profissionais especializados, garantindo a visão completa dessas crianças, que vão aprender mais nas nossas escolas e manter a nossa educação como a melhor do País”, acrescentou.
A nova etapa tem como objetivo ampliar a cobertura do programa, expandindo o número de crianças e adolescentes atendidos com exames de visão e, em caso de necessidade, óculos de grau com lentes antirreflexo e armações de acetato, garantindo conforto, durabilidade e qualidade visual para os estudantes.
O estudo para a ampliação do Programa Bons Olhos Paraná foi coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), com base em critérios técnicos de priorização para assegurar maior equidade na distribuição dos atendimentos. Nesta segunda etapa, foram inicialmente contemplados municípios classificados como Pequeno Porte I e II que ainda não haviam sido atendidos na fase anterior, concluída em 2025. Na sequência, o programa passou a incluir cidades de médio porte com até 55 mil habitantes, por apresentarem características socioeconômicas semelhantes às de Pequeno Porte II.
Entre os municípios contemplados nesta nova fase estão Quatro Pontes, Marechal Cândido Rondon, Nova Santa Rosa, Mercedes e Pato Bragado. A estratégia concentra esforços em regiões com maior vulnerabilidade e menor acesso a serviços oftalmológicos especializados. Considerando as duas etapas, dos 399 municípios paranaenses, apenas 31 ainda não foram contemplados pelo programa até o momento.
Cobertura que tem feito a diferença no combate a cegueira infantil e baixa visão, comentou o secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni. “O nosso ensino já é muito bom no Paraná, o melhor do Brasil, e vai melhorar ainda mais porque as crianças vão enxergar melhor. Infelizmente, muitas só percebem que têm deficiência visual aos 10, 11 anos de idade, sendo que em 90% dos casos de cegueira, se houver exame precoce, é possível evitar”, ressaltou.
“Isso é muito importante porque muitas crianças têm dificuldade de aprendizado. Na primeira fase, percebemos que várias nem sabiam que tinham problemas de visão e outras que precisavam, mas não tinham condições de comprar. O programa permite a detecção precoce de doenças e o encaminhamento adequado, portanto, é algo grandioso e que veio para ficar”, acrescentou o secretário.
COMO FUNCIONA – O fluxo de atendimento da segunda etapa será igual à primeira. A iniciativa inclui triagens nas escolas, consultas oftalmológicas, exames especializados e a distribuição gratuita de óculos quando for identificada a necessidade por meio de diagnóstico médico. Os atendimentos acontecerão de forma itinerante, por meio de consultórios especializados instalados em uma carreta e um ônibus que vão percorrer o Paraná.
Para os casos em que for constatado patologias específicas, como estrabismo, doenças na córnea, alterações de retina, entre outras, o estudante é encaminhado para tratamento na rede pública de saúde.
As crianças de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, foram as primeiras a participarem do Bons Olhos Paraná neste ano, na carreta estacionada no Palácio Iguaçu. Para o prefeito Rilton Boza (Bozinha), a parceria contribui tanto no campo da saúde quanto no educacional. “São 50 crianças que vieram do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. A importância desse programa é fundamental, não só para a educação, mas porque essas crianças vão ter um novo olhar para o mundo”, celebrou.
“Muitos não teriam essa oportunidade se não fosse essa parceria do Governo do Paraná com os municípios. Seria muito difícil alcançar o objetivo de oferecer uma melhor qualidade de vida para todos. Essa visão municipalista é essencial, porque é lá que fazemos a diferença e levamos mais qualidade de vida para as pessoas”, completou.
PERMANENTE – Visando manter a ampliar os atendimentos voltados à acuidade visual, sobretudo na fase infantil, o governador Carlos Massa Ratinho Junior fez do Programa Bons Olhos Paraná uma política pública permanente, por meio da aprovação da Lei nº 22.885/2025. Desta forma, ele passa a integrar de maneira definitiva as ações das áreas de saúde, educação e assistência social voltadas à promoção da saúde ocular de crianças e adolescentes da rede pública.
O objetivo central da legislação é garantir avaliação oftalmológica precoce, prevenir casos de cegueira e baixa visão, reduzir desigualdades educacionais e combater a evasão escolar relacionada a dificuldades de visão. Os recursos para o programa são do Fundo para a Infância e Adolescência (FIA), deliberados pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca/PR).
“Foi aprovada uma lei após o Governo do Estado encaminhar o projeto à Assembleia Legislativa, com aval dos deputados no ano passado e sancionado pelo governador Ratinho Junior. É um programa que veio para ficar, porque a necessidade de visão, de acuidade visual, é permanente”, finaliza Carboni.
PRIMEIRA EDIÇÃO – Lançado em abril de 2025, a primeira fase do Bons Olhos realizou 84 mil atendimentos oftalmológicos e 55 mil testes ortópticos, superando a meta inicial de 67.128 e 14.500, respectivamente, sendo que 8.309 óculos foram entregues gratuitamente aos estudantes. Foram atendidos 93 municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), em um aporte de R$ 5,5 milhões.




Fonte: AEN/PR
Equipe editorial do site Tropical Notícias, formada por jornalistas e redatores especializados em cobrir os principais acontecimentos da região.













