Lipan surpreende no 9º Power Open e fala sobre sua trajetória nas artes marciais em entrevista exclusiva
O lutador Lipan foi um dos grandes destaques do 9º Power Open de Artes Marciais, realizado em Quatro Pontes. Conhecido pelo golpe “Superman”, que levantou o público durante o evento, ele concedeu entrevista coletiva ao portal tropicalnoticias.com.br, falando sobre sua trajetória, os aprendizados com a luta e seus planos para o futuro.
Como começou o seu envolvimento com as artes marciais?
“Eu comecei a me envolver com as artes marciais através da minha esposa. Ela queria treinar, eu não queria, mas ela insistiu bastante. Um dia acabei indo junto, só que era um horário feminino. Na primeira aula, só assisti. Na segunda, criei coragem e comecei a treinar. No começo eu era meio tímido, porque só tinha mulheres. Aí o mestre veio e treinou comigo. Gostei muito, e desde então não parei mais. Já faz quase seis anos que estou nesse caminho.”
Quais os principais aprendizados que você leva das artes marciais para a vida?
“Aprendi muito. Você desenvolve sua educação, muda o jeito de tratar as pessoas. Me tornei uma pessoa mais humilde. A luta também ajuda muito o psicológico. Muita gente precisa disso e não sabe. Quando a gente treina, está mais preparado mentalmente para lidar com situações difíceis. Hoje, muita coisa já não me abala como antes.”
No Power Open, você aplicou o golpe ‘Superman’ e surpreendeu o público. Como foi esse momento?
“Fiquei muito feliz com a luta. O golpe ‘Superman’ foi algo que o mestre Michel, que estava no corner, percebeu que podia encaixar. Ele passa para a gente os golpes que estão funcionando, porque lá de fora ele tem uma visão melhor. Quando ele disse que o Superman entrava, eu confiei e fui. Consegui conectar bem o golpe. Foi um momento muito marcante pra mim.”
Como você lida com as provocações e com o lado psicológico nas grandes competições?
“A atenção na luta é algo que o mestre Michel trabalha muito com a gente. Ele fala que durante os treinos é 90% físico e 10% psicológico. Mas no dia da luta, isso inverte: é 90% psicológico e só 10% físico. Ele sempre pergunta como está a cabeça, conversa com a gente antes da luta, lembra do nosso potencial. Parece que a gente esquece tudo o que treinou, então ele faz a gente retomar a confiança. Aquelas ideias ruins, de que não vamos conseguir ou que vamos perder, ele ajuda a tirar da cabeça. Isso muda tudo. Entramos no ringue mais calmos, focados em fazer o que sabemos.”
Quais são seus próximos objetivos nas artes marciais?
“Meu sonho é me tornar um atleta profissional e, quem sabe um dia, lutar em um grande evento como o Jungle Fight ou até mesmo o UFC. Muita gente acha que é impossível, mas a gente não conhece todo o nosso potencial até se testar de verdade. Já lutei no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, em São Paulo — onde nocauteei um cara com mais de 300 lutas. Se eu continuar trabalhando e me dedicando, acredito que posso chegar lá e viver da luta.”





Academia Power
Em Quatro Pontes, a Academia Power, sob o comando do mestre Michel Gisch, é um verdadeiro celeiro de talentos e transformação pessoal. Lá, crianças, jovens, adolescentes e adultos encontram nas artes marciais muito mais do que um esporte — encontram disciplina, respeito, foco e autoconhecimento. A prática regular fortalece o corpo, mas principalmente a mente, ajudando a formar cidadãos mais equilibrados, confiantes e preparados para os desafios da vida. É um espaço onde se aprende a lutar, sim, mas acima de tudo, a crescer.
Equipe editorial do site Tropical Notícias, formada por jornalistas e redatores especializados em cobrir os principais acontecimentos da região.














