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OpiniãoQuatro Pontes

Mexeram na camisa (da seleção) ou na nossa identidade?

A camisa amarela da Seleção Brasileira, a “amarelinha”, não é apenas um uniforme esportivo — ela é um dos maiores símbolos da identidade nacional. A escolha do verde e amarelo sempre dialogou com as cores da nossa bandeira, cores que representam, historicamente, as riquezas naturais e a esperança do nosso povo: o verde das matas, o amarelo do ouro.

Ao anunciar a implementação da cor vermelha no uniforme, abre-se um precedente perigoso e, mais do que isso, simbólico. O vermelho, no imaginário brasileiro atual, ultrapassou o sentido de uma cor neutra e passou a ser fortemente associado a ideologias políticas. A política contaminou as cores, e isso é um fato inegável. Alterar a tradição do uniforme da Seleção, em um momento em que o Brasil vive divisões tão profundas, é no mínimo imprudente.

A reflexão que fica é: por que essa mudança agora?

O Brasil atravessa uma fase de recordes em arrecadação de impostos, enquanto a população amarga serviços públicos de má qualidade, filas na saúde, estradas esburacadas, educação fragilizada. A alta carga tributária sufoca o trabalhador e o empreendedor, mas o retorno desses tributos não se converte em qualidade de vida para quem realmente precisa. O Estado arrecada como nunca, mas entrega cada vez menos.

Diante desse cenário, trazer o vermelho para o principal símbolo esportivo da nossa nação pode ser interpretado não apenas como uma jogada de marketing ou modernização estética? Pode ser lido, talvez, como uma tentativa de normalizar narrativas, de deslocar o olhar das pessoas da realidade difícil que enfrentam, de usar o futebol — paixão nacional — para suavizar ou mesmo desviar atenções das verdadeiras mazelas do país.

Será que estamos apenas assistindo a uma mudança de cor, ou estamos diante de mais uma manobra para mascarar o que realmente acontece nos bastidores do Brasil?

Fica o alerta: símbolos importam. E mexer com eles, ainda mais em momentos delicados, é sempre um ato carregado de intenção.

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O autor do artigo é Diego Francener, Diretor de Comunicação da Rádio Tropical FM de Quatro Pontes – PR. Tem formação internacional com Especialização em Coaching e Leadership pela Ohio University, nos EUA. É Jornalista com Especialização em Comunicação, Assessoria de Imprensa e Marketing. Especialista em Docência do Ensino Superior. É palestrante e consultor especialista em Desenvolvimento Pessoal. Tem experiência cultural em 12 países. Atualmente é acadêmico do 1° M.B.A em Inteligência Artificial do Brasil. Acumula bagagem com 21 anos de experiência na comunicação.

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Equipe editorial do site Tropical Notícias, formada por jornalistas e redatores especializados em cobrir os principais acontecimentos da região.