Opinião: “Silenciar é Matar o Diálogo”
O assassinato de Charlie Kirk em Utah nos EUA é um retrato cruel de onde a intolerância pode nos levar quando a raiva substitui o diálogo. Independentemente de posições políticas, o que vimos foi o rompimento de um princípio básico: a vida humana e o direito de expressão.
Vivemos tempos em que opiniões diferentes viram motivo de guerra. Quando o outro deixa de ser alguém com quem podemos conversar e passa a ser um inimigo a ser eliminado, a sociedade perde seu caráter civilizado. É a violência tentando silenciar ideias, como se a bala tivesse o poder de apagar pensamentos.
Mas diálogo não é violência. Ter uma opinião divergente não é um ataque. É exatamente o contrário: é a essência da democracia, do crescimento pessoal e coletivo. A história mostra que as maiores transformações surgem quando escutamos, questionamos e aprendemos com quem pensa diferente.
Cada um de nós carrega a responsabilidade de cultivar empatia, de respirar antes de reagir, de buscar compreender antes de condenar. O desenvolvimento humano exige humildade: reconhecer que não detemos toda a verdade e que o outro pode trazer algo que nos faça evoluir.
Que esta tragédia ecoe pelos quatro cantos do mundo como um alerta: não podemos permitir que intolerância, censura e ódio ditem o tom das relações humanas. Precisamos proteger a liberdade de expressão, valorizar o debate e lembrar que a verdadeira mudança nasce da conversa — não da violência. O caminho da paz começa quando escolhemos ouvir.
Equipe editorial do site Tropical Notícias, formada por jornalistas e redatores especializados em cobrir os principais acontecimentos da região.














