Três indiciados após explosões em cooperativa de Palotina

Três indiciados após explosões em cooperativa de Palotina
Publicado em 26/03/2024 às 7:33

A Polícia Civil do Paraná divulgou na manhã desta segunda-feira (25), o Relatório Final do Inquérito que apurou as circunstâncias das 10 mortes na explosão ocorrida em cooperativa de Palotina em julho de 2023 e indiciou três pessoas.  

Conforme relatado pelo delegado Rodrigo Baptista, o gerente da unidade, o gerente de medicina do trabalho e o técnico e engenheiro de medicina e segurança do trabalho foram indiciados pelas 10 mortes e por um crime de lesão corporal.

“Eles foram indiciados pelos 10 homicídios de forma culposa e uma vítima lesionada que decidiu representar pelo crime de Lesão Corporal Culposa. Então essas três pessoas foram apontadas como as responsáveis pela ocorrência da explosão, tendo em vista que negligenciaram atitudes que deveriam ser tomadas neste período que foram avisadas do sistema”, disse Baptista.

O delegado explicou que durante o inquérito foram ouvidas 47 pessoas em oito meses de investigação.

O perito Criminal da Polícia Científica de Cascavel, Lennon Biancarelli Ruhnke, informou que foram feitas diversas análises como avaliação dos danos, níveis de destruição por fora. O material que explosivo no local foi a poeira explosiva.

INVESTIGAÇÕES

Rodrigo Baptista explicou que as apurações começaram com oitivas de haitianos que trabalhavam no túnel, na sequência os que trabalhavam no entorno e na sequência a chefia. 

O delegado comenta que desde o início de 2022 foram feitos relatórios e nesses diziam sobre falhas do sistema de desempoeiramento dos sistemas dos túneis. Desde janeiro de 2022 foram cinco relatórios.

O delegado afirmou que em fevereiro de 2023, foi ordenado um relatório específico do sistema de desempoeiramento dos túneis, pois já se sabia que não estavam em pleno funcionamento.

Rodrigo Baptista explica que equipes de técnicos e engenheiros de segurança no trabalho produziram esse relatório específico e apontaram diversas falhas que o sistema não estava operando conforme deveria.

Esse documento teria sido entregue ao gerente de medicina em segurança do trabalho e ele se reportou ao gerente da unidade.

Durante as diligências, foi constatado que havia sido feita manutenção elétrica um um pouco antes, sendo retiradas peças do sistema para a manutenção, contudo não foram colocadas no local novamente.

Todo o relatório com quase duas mil páginas de documentos será enviado ao Ministério Público para que possa fazer a denúncia dentro do entendimento.