Você conhece um hipócrita? Pregador de moral, praticante do caos
Você já se pegou dizendo uma coisa e fazendo outra? Ou conhece alguém que vive pregando valores que não pratica? Isso, meu amigo, tem nome: hipocrisia. E por mais que seja comum no dia a dia, ela tem um poder corrosivo silencioso — não só para quem convive com um hipócrita, mas principalmente para o próprio hipócrita.
O termo “hipócrita” vem do grego hypokrites, que era usado para designar os atores no teatro — ou seja, alguém que representava um papel. Na vida real, o hipócrita faz exatamente isso: atua. Finge uma moral elevada, quando por dentro, está distante daquilo que prega.
Um exemplo claro? Aquela pessoa que condena os erros dos outros, mas fecha os olhos para os próprios. Que levanta bandeiras sociais nas redes, mas trata mal o garçom ou a diarista. Que fala sobre empatia, mas julga sem piedade. Hipocrisia não é apenas incoerência — é incoerência intencional. É usar máscaras por conveniência.
O filósofo francês Michel de Montaigne já dizia: “A hipocrisia é o tributo que o vício presta à virtude”. Em outras palavras, até o hipócrita sabe o que é certo — ele só não quer viver aquilo de verdade, quer apenas parecer virtuoso aos olhos dos outros.
Mas por que isso machuca tanto? Porque destrói a confiança. Fere relações. E, pior, destrói a integridade de quem a pratica. A alma se parte quando você não é leal a si mesmo. Vive uma mentira e, aos poucos, perde o contato com quem realmente é.
Então, como evitar ser hipócrita?
- Seja coerente: Não pregue aquilo que você não está disposto a viver.
- Reconheça suas falhas: É melhor admitir, do que fingir perfeição.
- Fale menos, viva mais: Seus atos gritam mais alto que seus discursos.
- Não use a moral como arma: Todos estamos tentando melhorar. Julgar menos e acolher mais é um bom começo.
Finalizo com um lembrete do escritor George Orwell: “A hipocrisia moral é a mais odiosa de todas as mentiras”. Se quisermos um mundo mais verdadeiro, precisamos começar pela coragem de sermos quem somos — com erros, acertos, e sem máscaras.
E aí? Que tipo de pessoa você tem sido quando ninguém está olhando?
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O autor do artigo é Diego Francener, Diretor de Comunicação da Rádio Tropical FM de Quatro Pontes – PR. Tem formação internacional com Especialização em Coaching e Leadership pela Ohio University, nos EUA. É Jornalista com Especialização em Comunicação, Assessoria de Imprensa e Marketing. Especialista em Docência do Ensino Superior. É palestrante e consultor especialista em Desenvolvimento Pessoal. Tem experiência cultural em 12 países. Atualmente é acadêmico do 1° M.B.A em Inteligência Artificial do Brasil. Acumula bagagem com 21 anos de experiência na comunicação
Equipe editorial do site Tropical Notícias, formada por jornalistas e redatores especializados em cobrir os principais acontecimentos da região.












