“A prova é individual”, dizia a Professora. Copiar o outro é matar o que há de único em você
Você lembra quando a professora falava: “A prova é individual”. Uma frase simples, mas cheia de camadas. É muito profundo. Quando ouvíamos isso da professora, provavelmente pensávamos apenas na prova da escola, no papel, no lápis, nas questões. Mas hoje, com um pouco mais de estrada, a gente entende que ela estava falando da vida. Cada um caminha com os próprios pés. E mesmo que a gente tenha companhia, conselhos, exemplos… no fim, as escolhas são nossas. E a responsabilidade também.
Esse pensamento conversa diretamente com o existencialismo de Jean-Paul Sartre, citado no texto. Sartre dizia que “o homem está condenado a ser livre”. Parece um paradoxo, mas não é. A liberdade, nesse contexto, não é leve nem romântica . Porque ser livre é ser responsável. É entender que ninguém pode viver por nós. Ninguém pode escolher por nós. Quando erramos, não adianta procurar culpados. Quando acertamos, também é justo reconhecer: foi você que construiu aquilo.
A vida não permite “colar do colega”. Isso não quer dizer que não podemos nos inspirar em outras pessoas, que não podemos pedir ajuda ou caminhar junto. Mas copiar o caminho de alguém esperando alcançar a mesma realização é uma armadilha. Cada um tem um tempo, um propósito, uma história. Comparar-se constantemente é como tentar medir o valor de uma árvore com a régua de um rio. São naturezas diferentes.
A escritora Clarissa Pinkola Estés, em Mulheres que Correm com os Lobos, fala muito sobre a importância de escutar a própria voz interior, o instinto, a intuição. Ela defende que cada pessoa carrega dentro de si uma sabedoria ancestral que aponta caminhos, mas que muitas vezes silenciamos essa voz por medo, insegurança ou porque estamos mais atentos ao que os outros estão fazendo. A vida pede coragem para ser vivida de forma autêntica — e isso exige desconforto, exige erros, exige tentativa.
Quando a professora dizia que a prova era individual, ela queria que a gente não colasse. Hoje, o mundo também exige isso de nós. Não cole. Não copie um jeito de viver só porque parece dar certo para o outro. Faça o seu. Tenha orgulho dele, mesmo que não esteja perfeito. Porque, no fim das contas, como diz o texto, a nota é sua. E é essa nota que define não o seu valor, mas o quanto você foi verdadeiro consigo mesmo.
O mundo está cheio de fórmulas prontas e respostas enlatadas. Mas a vida real se constrói com autenticidade. Então, talvez a pergunta mais importante não seja “como fulano fez?” — mas sim: como eu posso viver o que é meu, com verdade, com coragem e com responsabilidade?
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O autor do artigo é Diego Francener, Diretor de Comunicação da Rádio Tropical FM de Quatro Pontes – PR. Tem formação internacional com Especialização em Coaching e Leadership pela Ohio University, nos EUA. É Jornalista com Especialização em Comunicação, Assessoria de Imprensa e Marketing. Especialista em Docência do Ensino Superior. É palestrante e consultor especialista em Desenvolvimento Pessoal. Tem experiência cultural em 12 países. Atualmente é acadêmico do 1° M.B.A em Inteligência Artificial do Brasil. Acumula bagagem com 21 anos de experiência na comunicação
Equipe editorial do site Tropical Notícias, formada por jornalistas e redatores especializados em cobrir os principais acontecimentos da região.













