Nasa lança novo Telescópio Roman que terá uma visão do céu pelo menos 100 vezes maior que Hubble
A Nasa lançou neste domingo (30) o Nancy Grace Roman, um telescópio espacial criado para observar enormes regiões do céu de uma só vez e encontrar objetos e fenômenos que outros observatórios poderão investigar depois em detalhes.
O lançamento aconteceu às 8h26, no horário de Brasília, a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
Os 27 motores do foguete iniciaram a operação impulsionando-o rapidamente através da atmosfera. Em seguida, o Falcon Heavy atingiu o Max Q, ponto de pressão aerodinâmica máxima durante a subida. Esse é considerado o momento de maior tensão mecânica no foguete.
Após desligarem seus motores, cerca de 2 minutos e 24 segundos depois o lançamento, os dois foguetes auxiliares laterais se separaram do núcleo central e executaram uma manobra de inversão e completaram seu retorno à Flórida, pousando nas Zonas de Pouso 2 e 40.
Roman estabeleceu comunicação por meio de um satélite de rastreamento e retransmissão de dados da NASA no início da ascensão, às 8h56. A separação do segundo estágio do foguete ocorreu às 8h57, quando o telescópio passou a voar de forma autônoma.
Os controladores da missão continuarão monitorando o observatório enquanto ele inicia sua jornada rumo a uma órbita ao redor do segundo ponto de Lagrange Sol-Terra, ou L2, a cerca de 1,6 milhão de quilômetros da Terra.
O diferencial do Roman

O principal diferencial do Roman está justamente no tamanho da área que conseguirá enxergar.
Sua câmera de 300 megapixels terá um campo de visão pelo menos 100 vezes maior que o de instrumentos semelhantes do Hubble.
Nos cinco primeiros anos, o Roman deverá observar mais de 50 vezes a quantidade de céu registrada pelo Hubble em suas três primeiras décadas. A missão poderá acompanhar bilhões de galáxias, estrelas, planetas e outros objetos.
A expectativa é que a missão identifique planetas, galáxias, supernovas e outros fenômenos que poderão ser estudados depois por observatórios como o James Webb.
O Roman está a caminho de uma região localizada a cerca de 1,6 milhão de quilômetros da Terra, conhecida como ponto de Lagrange 2, ou L2. O Webb também opera nessa área, que oferece condições estáveis para observações espaciais.
O Roman deverá levar algumas semanas para chegar ao destino. Em seguida, passará por testes e ajustes antes do início das observações científicas, previsto para o começo de 2027.
Apesar da proximidade e das frequentes comparações, o novo observatório não substituirá o Webb. Os dois foram construídos para tarefas diferentes.
O Webb consegue observar pequenas áreas e objetos muito distantes com grande riqueza de detalhes. Já o Roman terá uma visão panorâmica e poderá registrar extensas regiões do céu rapidamente.
Com isso, o Roman poderá localizar galáxias, planetas, explosões estelares e outros fenômenos raros. Alguns desses objetos poderão ser observados depois, com mais profundidade, pelo James Webb.
A própria Nasa destaca que os dois observatórios vão trabalhar juntos para estudar galáxias antigas, buracos negros e mundos fora do Sistema Solar.

Fonte: G1
Equipe editorial do site Tropical Notícias, formada por jornalistas e redatores especializados em cobrir os principais acontecimentos da região.














