Quando o Governo Vira Pai: O Preço da Dependência
Vivemos tempos em que a palavra meritocracia divide opiniões. Uns defendem com unhas e dentes a ideia de que cada pessoa deve colher exatamente aquilo que planta, enquanto outros enxergam nisso uma forma de mascarar desigualdades históricas. A verdade, porém, é que existe um ponto de equilíbrio nessa conversa.
De um lado, é justo ajudar quem realmente precisa. Programas sociais existem — e devem existir — para amparar quem passa fome, quem está doente, quem não tem condições mínimas de subsistência. Negar isso seria inumano. Mas do outro lado, há um fenômeno perigoso: quando o auxílio se transforma em dependência crônica, quando vira uma “muleta” permanente, as pessoas acabam perdendo o senso de lutar pelos próprios sonhos. É como se anestesiassem o desejo de crescer, acomodando-se a uma zona de conforto frágil, mas cômoda.
O autor Charles Duhigg, no livro O Poder do Hábito (leitura imprescindível!), explica como hábitos, uma vez cristalizados, tornam-se padrões automáticos. Se a rotina de depender sempre do governo se repete, o cérebro codifica isso como normal, e a pessoa não se sente mais desafiada a buscar evolução. Esse é o risco de uma política assistencialista sem critérios: ela pode transformar cidadãos em reféns do costume, minando seu potencial de transformação.
Por outro lado, exemplos de superação mostram que o mérito faz diferença. Gente que não tinha nada — absolutamente nada — e conseguiu crescer, não porque alguém deu tudo pronto, mas porque lutou. O brasileiro Silvio Santos, que começou vendendo canetas, virou um império. A Oprah Winfrey, nos EUA, saiu de uma infância de pobreza extrema para se tornar bilionária e uma das mulheres mais influentes do mundo. Não foram milagres: foram sonhos aliados a trabalho, disciplina e persistência.
Isso não significa que todo mundo parte do mesmo ponto de largada — seria ingênuo dizer isso. Mas as oportunidades estão aí, de um jeito ou de outro, e cabe a cada um também estar disposto a agarrá-las. Não podemos nos acostumar a esperar tudo do governo, pois sonhos não vêm prontos, eles exigem ação.
Portanto, fica o convite à reflexão:
Vamos ajudar quem realmente precisa, claro.
Mas vamos, ao mesmo tempo, lembrar que o hábito de acomodação nos impede de crescer.
A busca pelos sonhos, pelo mérito, pelo esforço, não deveria ser sufocada por promessas de facilidades.
No fim das contas, a liberdade de conquistar e realizar traz muito mais dignidade do que qualquer benesse permanente. E é isso que transforma vidas de verdade.
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O autor do artigo é Diego Francener, Diretor de Comunicação da Rádio Tropical FM de Quatro Pontes – PR. Tem formação internacional com Especialização em Coaching e Leadership pela Ohio University, nos EUA. É Jornalista com Especialização em Comunicação, Assessoria de Imprensa e Marketing. Especialista em Docência do Ensino Superior. É palestrante e consultor especialista em Desenvolvimento Pessoal. Tem experiência cultural em 12 países. Atualmente é acadêmico do 1° M.B.A em Inteligência Artificial do Brasil. Acumula bagagem com 21 anos de experiência na comunicação
Equipe editorial do site Tropical Notícias, formada por jornalistas e redatores especializados em cobrir os principais acontecimentos da região.














