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Quatro Pontes fortalece política de arborização urbana com novas regras

A arborização urbana de Quatro Pontes passa por um processo de reestruturação. Em entrevista à Rádio Tropical FM, o diretor do Departamento de Meio Ambiente, Evaldo Assis, detalhou as principais ações da prefeitura para garantir uma cidade mais verde e organizada, conciliando desenvolvimento urbano com preservação ambiental.

Nos últimos meses, o município enfrentou problemas com cortes irregulares de árvores. Segundo Evaldo, isso mobilizou a prefeitura a reforçar os protocolos e a orientar a população sobre a importância da arborização planejada.

“O que mais me deixou feliz é que o pessoal parou de cortar por conta e começou a procurar o departamento pra fazer o protocolo. Isso já é um grande avanço”, destacou.

Novas regras para remoção de árvores

Entre as principais mudanças está a obrigatoriedade da compensação ambiental: para cada árvore retirada com autorização, o munícipe deverá doar três mudas de espécies nativas ou indicadas pelo departamento. A medida, segundo Evaldo, busca manter o equilíbrio ambiental e garantir que o município continue ampliando sua cobertura vegetal.

“A partir de agora, toda árvore retirada vai ter que ser substituída por três mudas. Isso já foi decidido. O pessoal vai assinar um termo e vai doar as três mudas”, explicou.

Além disso, a prefeitura está orientando os moradores sobre as espécies mais adequadas para calçadas e vias públicas. Algumas espécies, como figueira chilena e sete-copas, embora comuns e visualmente atrativas, podem causar danos a estruturas urbanas.

“A sibipiruna está em praticamente todas as ruas. Aconteceu a monocultura. A praga ataca uma, ataca todas. Isso está acontecendo hoje em Quatro Pontes. Temos várias ruas que as árvores estão caindo sozinhas”, alertou Evaldo.

Pausa temporária nos protocolos

Devido à grande demanda, a prefeitura suspendeu temporariamente novos pedidos de corte ou poda. Atualmente, cerca de 50 protocolos estão em andamento, e a equipe técnica trabalha para atender todos dentro do prazo.

“Estamos com uma demanda acumulada. Vamos terminar o que já está em protocolo e depois voltamos a abrir para novos pedidos. Isso será avisado na rádio e nos canais oficiais”, garantiu.

Planejamento a longo prazo

Outro avanço importante citado na entrevista é o futuro Plano Municipal de Arborização Urbana. A proposta, que já está na pauta da secretaria, será licitada em 2025. O plano trará diretrizes técnicas sobre quais espécies podem ser plantadas em determinadas áreas, levando em conta características como altura, tipo de copa e interferência com redes elétricas.

“O plano vai definir quais espécies podem ser plantadas, onde podem ser plantadas, qual o tamanho de copa, se pode ou não interferir com a rede elétrica… Enfim, será um estudo técnico que vai nos orientar melhor”, afirmou o diretor.

Problemas com monocultura urbana e denúncias

Um dos desafios enfrentados atualmente é a alta concentração da espécie sibipiruna nas ruas da cidade. Evaldo alertou que essa uniformidade facilita a proliferação de pragas, como fungos e cupins, o que tem exigido remoções emergenciais de árvores adoecidas.

Ele também comentou sobre uma denúncia enviada ao Ministério Público, que questionava a retirada de árvores feita pela prefeitura. Segundo Evaldo, a maioria das intervenções foi motivada por quedas provocadas por temporais ou situações de risco.

“Tivemos uma denúncia no Ministério Público, e lá a gente esclareceu que algumas árvores caíram sozinhas, outras foram removidas por segurança, com registros fotográficos. Então a gente pede: antes de fazer denúncia, procure o Departamento de Meio Ambiente. Estamos aqui pra esclarecer”, reforçou.

Conscientização da população

Por fim, Evaldo reforçou que os moradores que desejarem plantar árvores em suas calçadas podem procurar o Departamento de Meio Ambiente para receber orientações e sugestões de espécies adequadas. Ele destacou que o papel da população é fundamental nesse processo e lembrou que a arborização urbana tem efeitos diretos na qualidade de vida, especialmente em períodos de calor intenso.

“Plantar uma árvore é fácil. Agora, esperar ela crescer 15, 20 anos, isso é o difícil. Às vezes a pessoa planta hoje e já quer sombra amanhã. Por isso, precisamos preservar as que já estão aí”, afirmou.

“A pessoa quer cortar a árvore na frente de casa, e no calor estaciona o carro debaixo da árvore do vizinho. Então tem que pensar, tem que cuidar do que já tem”, concluiu Evaldo.

Redação em Tropical Notícias |  + posts

Equipe editorial do site Tropical Notícias, formada por jornalistas e redatores especializados em cobrir os principais acontecimentos da região.