Moraes chama relatório da PF de “farsa de Mendonça” e pede ao STF arquivamento de investigação
O ministro Alexandre de Moraes apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) sua versão sobre o relatório da Polícia Federal que reúne mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro e que levantaram suspeitas sobre a atuação do magistrado.
Em manifestação de 44 páginas, apresentada horas antes do julgamento previsto para esta terça-feira (15), Moraes afirma que não praticou qualquer crime e sustenta que as mensagens analisadas pela Polícia Federal não comprovam autoria ou materialidade de infração penal. Por isso, pede o arquivamento do caso. (VEJA)
Segundo o ministro, o relatório da PF seria resultado de um procedimento “inconstitucional e nulo”, conduzido pelo ministro André Mendonça sem a participação da Procuradoria-Geral da República e sem autorização do plenário do Supremo.
Moraes também questiona a interpretação dada pela Polícia Federal às mensagens encontradas no celular de Vorcaro. Em sua manifestação, afirma que supostos diálogos atribuídos a ele não existiram e que não há comprovação de que determinados textos encontrados no aparelho tenham sido efetivamente enviados, nem de quem seria o interlocutor.
O ministro também contesta as suspeitas relacionadas ao escritório de advocacia de sua família e aos contratos firmados com o Banco Master. Moraes afirma que sua esposa e seus filhos exerceram regularmente a advocacia e que os serviços prestados ao banco foram documentados e os honorários devidamente declarados. (VEJA)
Em outro trecho da manifestação, Moraes classifica o relatório como parte de uma suposta tentativa de retaliação política. Segundo ele, haveria uma tentativa de vingança por parte de aliados de pessoas condenadas pelo STF nos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023.
“Apesar da farsa montada e divulgada, não existe absolutamente nada”, afirmou o ministro, segundo a publicação da VEJA. Moraes também declarou que a tentativa de golpe teria mudado de “modus operandi” e disse acreditar que o STF sairá fortalecido do episódio. (VEJA)
O julgamento ocorre nesta terça-feira (15), em meio a uma disputa institucional envolvendo Moraes, André Mendonça e a condução das investigações relacionadas às mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro. Mendonça, por sua vez, afirmou que a divulgação de todo o conteúdo do aparelho antes do julgamento poderia tumultuar o processo e prejudicar as investigações. (VEJA)
Fonte: Revista VEJA — reportagem de Robson Bonin, publicada em 15 de setembro de 2026. Leia a reportagem original na VEJA
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