Prefeitos do Paraná temem perder R$ 1,3 bilhão após cancelamento e suspensão de projetos pelo Governo do Estado
Decisão da Secretaria das Cidades atinge 749 prioridades municipais e provoca preocupação entre gestores, que cobram respostas sobre investimentos anunciados.
Prefeitos de diferentes regiões do Paraná estão preocupados com a decisão do Governo do Estado de cancelar 445 prioridades de investimentos municipais e suspender outras 304. As medidas, adotadas pela Secretaria de Estado das Cidades (Secid), envolvem aproximadamente R$ 1,3 bilhão em projetos e geram incertezas sobre a execução de obras e melhorias aguardadas pelas comunidades.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa estadual, as prioridades canceladas correspondem a cerca de R$ 534 milhões e foram abertas em 2022, 2024 e 2025. Já as 304 prioridades suspensas, referentes ao período de janeiro a abril de 2026, representam aproximadamente R$ 770 milhões.
A decisão tem provocado insatisfação entre prefeitos, especialmente entre aqueles que afirmam ter investido recursos próprios na elaboração de projetos e na preparação de contrapartidas financeiras. Há também preocupação com o desgaste perante a população, que aguarda a concretização de investimentos anunciados.
Prefeitos buscam diálogo com o Governo
A Associação dos Municípios do Paraná (AMP), presidida pelo prefeito de Assis Chateaubriand, Marcel Micheletto, também passou a receber cobranças de gestores municipais. Segundo relatos divulgados na imprensa, Micheletto estaria buscando intermediar uma reunião com representantes do Governo do Estado para discutir a situação e buscar alternativas.
A principal preocupação é que os municípios tenham realizado despesas e planejado obras com base nas prioridades anteriormente abertas, mas agora enfrentem incertezas sobre a continuidade dos projetos.
Governo justifica medida por falta de documentação
Em nota, a Secretaria de Estado das Cidades informou que os cancelamentos ocorreram porque os municípios não apresentaram a documentação necessária para a análise técnica dentro dos prazos estabelecidos. Segundo a pasta, não haveria tempo hábil para concluir as avaliações até o encerramento do exercício financeiro.
A secretaria esclareceu, ainda, que os pedidos cancelados poderão ser reavaliados no próximo ano, desde que as prefeituras apresentem a documentação exigida.
É importante destacar que as chamadas prioridades abertas não equivalem a convênios assinados e não garantem, por si só, a transferência dos recursos. A situação é diferente para os convênios já formalizados, cujo cumprimento foi assegurado pelo secretário da Fazenda em exercício, Luiz Paulo Budal, durante prestação de contas na Assembleia Legislativa.
O episódio amplia a pressão sobre o Governo do Paraná para esclarecer o futuro dos investimentos e dar respostas aos municípios que aguardam a execução dos projetos.
Fonte: Gazeta do Paraná e informações repercutidas pela imprensa estadual.
Equipe editorial do site Tropical Notícias, formada por jornalistas e redatores especializados em cobrir os principais acontecimentos da região.














