Rio Paraná recua, mas cheia ainda afeta 225 famílias e mantém áreas sob risco
A água está baixando, mas a cheia do rio Paraná ainda está longe de terminar. Nesta segunda-feira (19), o nível do rio chegou a 118 metros acima do nível do mar, uma redução gradual que ainda não representa o retorno à normalidade. Para comparação, o nível considerado normal é de aproximadamente 102 metros, ou seja, a diferença continua sendo de 16 metros.
Os efeitos dos alagamentos ainda atingem famílias dos dois lados da fronteira. No bairro San Rafael, no Paraguai, 220 famílias continuam recebendo assistência da Itaipu Binacional. No Brasil, outras cinco seguem acompanhadas pela Defesa Civil.
Mesmo com a tendência de queda, o volume de água permanece elevado, e a orientação é que a população evite retornar às áreas sujeitas a alagamentos enquanto houver risco.
E por que o rio ainda está tão alto?
Parte da explicação está na quantidade de água que continua chegando ao reservatório de Itaipu. As descargas das usinas de Porto Primavera e Rosana, além da contribuição de outros rios da região, mantêm elevado o volume recebido pela hidrelétrica.
Nesta segunda-feira, as calhas esquerda e central do vertedouro de Itaipu permaneciam abertas, com liberação de aproximadamente 14 milhões de litros de água por segundo.
A operação é ajustada conforme o volume recebido pelo reservatório e as condições de geração de energia. Durante períodos de cheia, parte da água pode ser armazenada temporariamente para diminuir as vazões liberadas nos momentos mais críticos e amenizar a elevação do rio abaixo da barragem.
O rio Iguaçu também apresenta sinais de redução, com vazão na faixa de 8 milhões de litros por segundo. Apesar da queda, o volume ainda é mais de cinco vezes superior à média de 1,5 milhão de litros por segundo. A diminuição, no entanto, favorece o escoamento das águas do Paraná.
Água baixa, mas os cuidados continuam
Além do risco de novos alagamentos, a população precisa ficar atenta às condições dos imóveis e aos possíveis problemas de saúde após o contato com a água da enchente.
A Vigilância em Saúde de Foz do Iguaçu alerta que alimentos atingidos pelos alagamentos devem ser descartados, assim como produtos perecíveis que permaneceram mais de duas horas sem refrigeração.
Para quem precisa limpar imóveis afetados, a recomendação é utilizar luvas e botas de borracha e higienizar as caixas-d’água. Se houver interrupção no abastecimento, a água destinada ao consumo deve ser tratada com hipoclorito de sódio a 2,5%, seguindo as orientações sanitárias, ou fervida.
Com informações de CATVE
Equipe editorial do site Tropical Notícias, formada por jornalistas e redatores especializados em cobrir os principais acontecimentos da região.













