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“Domingo viveremos a festa da democracia! Mas será que podemos chamar de festa, ou de democracia?”

Neste dia 4 de outubro, o Brasil vive uma das eleições mais importantes da sua história. É a festa da democracia, mas que festa é essa quando parece que a democracia está em cheque? Neste domingo, viveremos um momento em que cada cidadão tem nas mãos uma pequena urna, mas uma enorme responsabilidade: escolher quem receberá, temporariamente, uma parte do poder que pertence ao povo.

E talvez seja justamente por isso que esse momento mereça menos paixão e mais reflexão. Antes de escolher um candidato, vale perguntar: quais são os princípios dos quais eu não abro mão? Quais valores considero inegociáveis? Que tipo de país quero construir e deixar para os meus filhos?

Precisamos também refletir sobre o tamanho do Estado na nossa vida. Um país livre não é aquele em que o governo decide tudo pelo cidadão. É aquele em que as pessoas têm liberdade para trabalhar, empreender, ganhar seu dinheiro, sustentar sua família e construir seu próprio futuro. Países como Suíça e Noruega têm modelos diferentes do brasileiro e, justamente por isso, podem servir como referência para algumas perguntas: o que funciona? O que pode ser melhorado? Onde termina a responsabilidade do Estado e começa a responsabilidade de cada cidadão?

E existe outra questão importante: será que estamos escolhendo representantes ou criando políticos de estimação? Quando deixamos de fiscalizar alguém simplesmente porque gostamos dele, abrimos mão de uma das maiores forças da democracia: a capacidade de cobrar. Político não é ídolo. É representante. E representante precisa ser acompanhado, questionado e, quando necessário, substituído.

Por isso, neste 4 de outubro, talvez valha a pena olhar menos para promessas e mais para princípios. Menos para a emoção do momento e mais para o histórico, as ideias e os valores de quem está pedindo o nosso voto.

A Bíblia diz que “o trabalhador é digno do seu salário”. Existe uma mensagem poderosa nisso: trabalho, responsabilidade e dignidade caminham juntos. Uma sociedade verdadeiramente livre deveria criar condições para que as pessoas possam prosperar pelo próprio esforço, e não depender eternamente de favores ou de quem ocupa o poder.

No fim, o voto é individual. A consciência também. Cada eleitor fará a sua escolha.

Mas que seja uma escolha consciente, livre e responsável.

Porque a festa da democracia acontece no dia da eleição. Mas a responsabilidade pela democracia continua todos os dias.

Redação em Tropical Notícias |  + posts

Equipe editorial do site Tropical Notícias, formada por jornalistas e redatores especializados em cobrir os principais acontecimentos da região.